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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

NOVEMBRO AZUL E OS IMPACTOS EMOCIONAIS NO HOMEM

Câncer de próstata também é assunto para se ter com o psicólogo, já que o impacto emocional em pacientes deve ser tratado com muita responsabilidade e seriedade.

 
O mês de novembro contempla a saúde do homem e a cor azul dá uma beleza especial ao movimento. A campanha “Novembro azul” teve origem na Austrália, em 2003, em comunhão com o Dia Mundial ao Combate ao Câncer de Próstata, no dia 17 de Novembro. Hoje, ela busca conscientizar a respeito das doenças masculinas, enfatizando a prevenção com o foco na quebra do preconceito masculino de ir ao médico, pois o câncer de próstata está em segundo lugar no ranking em causa de morte por doenças nos homens.

Segundo a psicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia, o preconceito em relação ao exame de próstata tem como principal fator a questão cultural, o conceito inserido no meio social a respeito da masculinidade e o fato do exame ser feito pelo toque. “Muitos alegam ter vergonha do que sua família e amigos pensarão e falarão. Alguns homens relatam também que consideram o método invasivo e que diminui a sua virilidade e seu status como homem”.

A vergonha e medo de um diagnóstico positivo só tendem a dificultar o tratamento e diminuir as chances de êxito no prognóstico. Por isso, a especialista garante que o câncer de próstata também é assunto para se ter com o psicólogo, pois o impacto emocional em pacientes deve ser tratado com muita responsabilidade e seriedade. “A grande preocupação dos homens é com o desempenho sexual ou orgasmo, se irá comprometer ou não. O que pode acontecer é de o homem estar abalado emocionalmente por todo o processo que enfrentou e, assim, seu desempenho ou desejo diminuírem inicialmente, o que pode ser revertido com terapia, pois não se trata de um problema físico e sim psicológico”, disse Sônia.

A importância do diálogo

A especialista ainda lembra que cada indivíduo é único e em sua singularidade cada um reage de modo diferente sobre o assunto. “A melhor forma de quebrar os paradigmas é conversando, buscando informações de um profissional especializado e, claro, buscar sempre o exame e tratamento o quanto antes. Afinal, o que é melhor, dormir tranquilo ou ter noites em claro por vergonha de um exame?”, indagou a sexóloga.

Fonte: Sônia Eustáquia da Fonseca, psicóloga clínica e sexóloga (www.soniaesutaquia.com.br).

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