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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

OBESIDADE É O SEGUNDO MAIOR FATOR DE RISCO EVITÁVEL PARA O CÂNCER





 Outubro Rosa
Obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer.
Um especialista explica a relação entre as duas doenças.

O mês do Outubro Rosa é dedicado à campanha de prevenção ao câncer de mama, considerado juntamente com a obesidade as duas principais epidemias globais, sendo o sobrepeso, o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, perdendo apenas para o tabagismo. Por isso, é necessário conscientizar sobre a responsabilidade de cada um na prevenção do câncer, através do controle do sobrepeso e de outros fatores de risco. A prevenção e a detecção precoce podem reduzir a mortalidade de câncer em até 50%.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais da metade da população brasileira, cerca de 60%, é obesa. No mundo, aproximadamente de 2,3 bilhões de adultos estão acima do peso e mais de 700 milhões são obesos. O cirurgião endoscopista Bruno Sander, ressalta que a obesidade é uma doença e que uma pessoa com IMC (índice de massa corporal) maior que 25 precisa buscar ajuda médica.
Porém, o médico garante que muitos desses casos podem ser evitados com um estilo de vida mais saudável, incluindo alimentação equilibrada e prática de atividades físicas. “A maior dificuldade é convencer o paciente a abrir mão das facilidades e comodidades que a vida moderna oferece no que diz respeito à alimentação e deslocamento. É difícil para a grande maioria preparar uma refeição saudável em casa, já que encontram tudo pronto, industrializado e congelado. Da mesma forma em optar por subir as escadas do prédio, já que pode pegar o elevador”.
Bruno lembra que toda e qualquer dieta deve ser equilibrada, oferecendo os nutrientes e vitaminas necessários para a saúde e alerta para o perigo das dietas milagrosas. “A maior parte dessas dietas radicais deixam de lado nutrientes importantes para o nosso corpo, o que acaba prejudicando a saúde a médio e longo prazo. Além disso, na maioria das vezes, a sua manutenção é difícil e o paciente tende a ganhar novamente o peso perdido tão rápido quanto o perdeu”.

Tratamentos
Para aqueles que não obtiveram êxito com a dieta associada à atividade física, o médico indica outros tratamentos. “Quem tem o Índice de Massa Corporal (IMC), acima de 27 pode recorrer ao uso de um balão intragástrico para potencializar a perda de peso, por ser um método endoscópico e pouco invasivo. Já nos casos extremos e de obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica é indicada. Além disso, para os pacientes que realizaram a bariátrica, mas voltaram a ganhar peso o procedimento de Plasma de Argônio pode ajuda-los a emagrecer novamente. Mas, todas as técnicas devem ser realizadas sempre por um médico endoscopista”, disse Sander.
Fonte: Bruno Sander, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia e tratamentos para a obesidade. É diretor clínico do Sander Medical Center, em Belo Horizonte (www.sandermedicalcenter.com.br).

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